terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cadê as sacolinhas de papel?

Na tentativa de retomar o blog, vamos a um assunto recente e que gera polêmica...

A mídia tem promovido por aí uma campanha contra o uso das sacolinhas plásticas, que poluem o ambiente - principalmente devido ao mau descarte delas em qualquer lugar.
Até aí, tudo bem...

Mas ninguém comenta por que os supermercados não oferecem um substituto ecológico às sacolinhas.

Na verdade, a gente era ecológico nos anos 80 e não sabia - uso de sacolas de papelão, cascos de vidro de refrigerante... Se a gente já usava aquelas bolsas de papelão antes (quem da minha geração nunca usou daquelas pulseirinhas de linha feitas com as alças das bolsas, que atire a primeira pedra), por que não retomar seu uso?

Não que as pessoas não devam usar ecobags - mas nem sempre saímos com a intenção de ir às compras... e, de repente, lembramos de comprar algo no mercado... e aí, levamos as compras como?

Outra coisa: muitos como eu fazem uso das sacolinhas para lixo doméstico, já que os sacos de lixo custam bem caro... quer dizer, vou trocar seis por meia-dúzia - e pagar bem mais por isso.

O xis da questão mesmo é que querem nos tirar um direito que é pago por nós - o custo das sacolinhas está embutido em tudo o que pagamos. Nada mais justo que as sacolinhas sejam substituídas pelas de papelão ou que tirem esse custo da gente, já que pagaremos por algo que não teremos mais, não é mesmo?

E fica aí a discussão...




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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nova Friburgo e 1 mês da catástrofe - 12/02

Praça do Suspiro, 31 de janeiro.

Apesar de este blog ser sobre o 5º Distrito, achei por bem divulgar o evento, já que Lumiar faz parte de Nova Friburgo, com importantes laços econômico-sociais com seu município-sede.


Neste sábado, dia 12 de fevereiro, quando se completa 1 mês da tragédia das chuvas que se abateu em Nova Friburgo, a cidade fará diversos eventos para lembrar a data. Às 10h, na Escadaria do Teatro Municipal Ariano Suassuna, na Praça do Suspiro, Centro, haverá culto interreligioso e serão soltos balões de gás com o nome das vítimas da catástrofe ou com palavras positivas. Às 12h, na escadaria do Instituto de Educação de Nova Friburgo (Ienf), na Praça Dermeval Barbosa Moreira, Centro, a população fará um minuto de silêncio em homenagem às vítimas, com badalar dos sinos da Catedral São João Batista, também no Centro, e apresentação de toque de silêncio por um músico de uma banda centenária local; além de prece entre os presentes.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A tragédia em Nova Friburgo...

 Rua Monsenhor Miranda, no Centro.
Rua Cristina Ziède, Centro.

Por essas coincidências estranhas da vida, apesar de hoje morar em Rio das Ostras, eu fui testemunha ocular da catástrofe ambiental que atingiu Friburgo em 12 de janeiro último - passava férias no apartamento da minha mãe, na Av. Alberto Braune. Coincidência ou não, a minhoca da terra voltou a ela em seu momento mais trágico...
Ouvi toda aquela chuvarada que caiu na cidade desde o início da noite do dia 11. Quando voltava do médico, lá pelas 19h30, já começava a chover um pouco mais forte. E a chuva, que ficou batida a partir de umas 22h, não parou mais até a manhã do dia seguinte.
Nada poderia nos preparar para as cenas de horror do dia seguinte em diante...
Fomos acordadas à 1h da madrugada para minha mãe tirar o carro da garagem subterrânea, que já inundava. Voltamos a dormir mas acordei cedo, às 6h30, com minha mãe tensa com a chuvarada da noite. Saí com ela para ver os efeitos da chuva...
Da rua Duque de Caxias já vi a avenida com o rio Bengalas transbordado - a água chegava até a altura da rua José Eugênio Müller. Fomos no Paissandu, vimos o lameiro e parte da Praça Marcílio Dias ainda com água.
Sem luz e telefone, meio que por impulso, resolvi visitar amigos (e ex-vizinhos) que moram na rua Monsenhor Miranda - fui moradora daquela rua por 25 anos. E com a cena dos deslizamentos nas ruas Luiz Spinelli, Cristina Ziède e Miranda Fortes - lugares até então impensáveis para se ter deslizamentos - que pude entender melhor a gravidade daquela noite de tempestade - até então, imaginava uma inundação como a da enchente de 1996.
Chorei com a cena. Pra quem ama a cidade, dói ver ruas antes tão bonitinhas, tão aconchegantes, sob escombros e lama. Nunca achei que viveria para ver aquilo: deslizamento ali!!! E, com o desvio de um rio que passa no Tingly para a rua Monsenhor Miranda, devido a uma queda de barreira, a rua chegou a ficar submersa durante a madrugada... Sim, a Monsenhor Miranda submergiu!!! A mesma Monsenhor Miranda para onde meus parentes e amigos correram para se abrigar na enchente de 1996, por ser considerada segurada e à prova de alagamentos...
E até então, sem luz (e, consequentemente, sem TV, internet e celular) e sem telefonia fixa, ainda não fazia idéia dos deslizamentos na Praça do Suspiro, Vila Amélia, rua General Osório e nos bairros e distritos ao Norte da cidade: Conselheiro Paulino, Riograndina, Duas Pedras, Córrego D'Antas, Campo do Coelho e outros... além das cidades vizinhas na serra... Só ficamos sabendo de toda a tragédia quando a luz voltou na Alberto Braune, na quarta à noite...
Nunca, nunca mesmo, em meus mais loucos pesadelos, poderia imaginar ver minha cidade em estado de guerra. Parecia que uma tsunami havia passado por Friburgo. As pessoas andando a esmo no centro, perdidas, sem saber o que fazer e para onde ir... o quartel-general improvisado das Forças armadas em frente à prefeitura... comércio fechado e pessoas disputando velas e comida nas poucas quitandas abertas.
Quem me conhece sabe que saí de Friburgo por não conseguir emprego na cidade, e que meu sonho é voltar para a terrinha. Fui criada lá desde os 6 anos de idade, é a terra onde vivi infância e adolescência, onde a maior parte da minha vida aconteceu.
E, de repente, aquele que era meu refúgio se desfez, como os morros da cidade, que parecem sangrar, ao olharmos os deslizamentos.
A cidade está o caos, sei de conhecidos que morreram na tragédia, e de outros tantos ainda não tenho notícias... Economia parada, pessoas sem saber quando e como voltam a trabalhar. Friburgo está paralisada. De verdade.
Dói, dói muito ver minha querida terra natal assim... não dá para explicar, a gente simplesmente sente...
Já tive um início de ano bastante difícil, deprimido, devido a alguns sacolejos na minha vida pessoal; agora, me sinto arrasada por dentro. Meu espírito está devastado. É como se cidade acompanhasse meu estado de espírito - ou vice-versa...
E 2011 está apenas começando... Deus nos dê forças para reerguer a cidade do caos. E que me ajude também a superar tantas perdas e a voltar a sorrir de novo...

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OBS: Não consegui girar as fotos aqui para ficarem na vertical, foi mal... Tou sem pique até pra isso...


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal...


Como lembrança pelo Natal que se aproxima, deixo aqui o link pro meu outro blog, o Blog Lumiar, onde postei um texto bacana em referência à data.
Boas Festas a todos!
Abs.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições 2010: festa da democracia ou circo tupiniquim?

E lá vamos nós para outro capítulo da festa da democracia no Brasil neste domingo, 3 de outubro...
Primeira ressalva: o voto no Brasil NÃO É democrático. Se o voto aqui é obrigátorio, não é direito, é dever... e, estando eu tolhida da minha opção de não querer votar, não vejo aí democracia nenhuma... voto porque sou obrigada, e ponto.
Outra ressalva: porque essa festa democrática precisa ser tão porca? Haja poluição! Vejamos:
- É poluição visual, com caveletes e santinhos que só faltam nos enfiar goela abaixo;
- É poluição sonora, com os malditos carros de som com suas musiquinhas tenebrosas, aqueles jingles de campanha dos políticos com rimas extremamente pobres e que, muitas vezes, cometem atentados seríssimos à língua portuguesa... além disso, muitas vezes o infeliz do motorista resolve "estacionar" o carro bem onde estamos e, o cúmulo da falta de respeito com o ouvido e cérebro alheios, larga aquela maldita caixa de abelhas ligada por vários minutos, aumentando nosso estresse diário.
- É ainda poluição mental: carros de som xexelentos, cavaletes e santinhos em tudo o que é canto e, além da propaganda eleitoral obrigatória (quem foi o celeterado que disse, um dia, que ela era gratuita? Só se for pra quem não paga imposto) no rádio e na TV, ainda somos obrigados a conviver com inserções políticas em todos os intervalos comerciais. Uma verdadeira lavagem cerebral nesta "festa da democracia"...
Isso, pra mim, não é festa, é circo... como tudo neste país que, um dia, um presidente francês disse que não era sério... e, infelizmente, a frase dele continua pertinente.
Agora, a última palhaçada do TSE: depois de toda uma rebordosa obrigando nós, infelizes eleitores forçados, a deixar o recesso do lar em nosso dia de descanso (domingo) com um documento de identificação com foto, além do título de eleitor, para votar, agora o órgão resolveu que não precisamos mais do título para votar no próximo dia 3 de outubro, e sim do tal documento com foto. Ou seja, nosso título é lixo, não vale nada, mesmo. A pergunta que não quer calar: pra que tirar título, se ele é desnecessário na hora votar? Se tanto o voto como o documento de identidade são obrigatórios a maiores de 18 anos, porque não votamos apenas com o RG? Pra que título? Só pra ser mais um documento pra apresentar na burocracia dos concursos da vida, na abertura de contas em banco...
Vendo toda essa zoeira eleitoral desde agosto e ainda a concretização e aprovação pela população (vide pesquisas sobre o governo e de intenções de voto) da ideia do "rouba, mas faz" com o lulismo (a zona corre solta em Brasília, mas o homem dá um monte bolsas-esmola pro povão, então, tá valendo), cada vez mais sou favorável ao voto facultativo... Nenhum, absolutamente, nenhum dos candidatos ao Planalto merecem meu voto...
Para quem vê as eleições brasileiras tal qual um circo armado, como eu, onde nós somos os palhaços que vamos sustentar (e pagando caro, diga-se de passagem) um bando de "espertos" por pelo menos quatro anos, resta dar graças a Deus quando o dia da votação chega ao fim. Enfim, paz de novo aos olhos, ouvidos e mentes...
E a vida segue...
Ah, e me perdoem os amantes da natureza se ofendi as abelhas, rsrsrs...

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Arraiá Solidário em Friba no dia 04 de julho

Divulgando, a pedidos: Arraiá Solidário em Nova Friburgo neste domingo, dia 04 de julho, no Country Clube:


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Teatro Ariano Suassuna - por que tirar o nome?



Notícia fresquinha, tirada hoje cedo da edição online do jornal friburguense A Voz da Serra: o nome do Teatro Municipal da cidade, Ariano Suassuna, vai mesmo cair. "O Poder Judiciário acatou ação civil pública movida pelo Ministério Público e concedeu liminar obrigando a Prefeitura a retirar o nome do dramaturgo Ariano Suassuna da fachada do prédio do Teatro Municipal. A argumentação é de que nenhuma pessoa viva, caso de Ariano Suassuna, pode ter o nome em prédios públicos." (A Voz da Serra, edição de 04/06/2010).

Lamentável que, num país com milhares de outras prioridades emperradas na nossa (in)Justiça Brasileira, o MP perca tempo "desomenageando" uma figura ilustre da literatura como Suassuna. Imagine que chato para a cidade, tirar a homenagem ao dramaturgo, como quem tira o doce de uma criança - lembrando a alegria dele na inauguração do teatro, quando o próprio subiu a serra para participar do evento.

E lógico que, como muitos, também acho que se deveria ter homenageado um filho da terra... mas, o que não tem remédio, remediado está. "Desomenagear" o Suassuna a esta altura ilustra aquela célebre frase do "a emenda saiu pior do que o soneto".

Agora, alguém me corrija se eu estou errada... Até onde sei, no Maranhão existem diversos prédios com homenagens a membros do clã Sarney ainda vivos... São dois pesos e duas medidas, é?

Repetindo o que, infelizmente, sempre escrevo aqui, já que a nossa mentalidade não muda - Eita paiszinho medíocre, o nosso...

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